xamego de vó que só vó dá, e toda a velhice que pairá no ar que chega em vezes a tornar a vista turva, empoeirada. era esse o cheiro de nossa casa. e ainda tinha a gominho, a
adolescente da casa, que me traria de volta aos aprendimentos elementares, dos quais até botar o dedo na tomada estaria na lishta. mas especiariamente essa era a essência do cheiro
de casa de vó, que trazia a lembrança idosa de quem era, pra quem é agora, nós.
me sinto velho de toudo às vezes.
por isso acho que deveria ter conversado mais com minha mãe nas belas tardes de domingo de intirior.
horas depois adentro a madrugada, aquela vó, maria das cores, cuzinhava um bolo de cenoura. que por um pouco mais de esperança não fora um bolo, mas um petit gatou com pequenas
densas pinceladas de cor-de-cenoura ralada com sua cobertura de chocolate queimada, resolveu o pobrema no sorvete de, chocolate clássico...e o cheiro agradável que corria na
vizinhança, daqueles que atrai ao sonho do pecador com mãozinhas enluvadas de aroma esfumaçado ou um fetiche, quase como daqueles tipo, tomar sorvete de tangerina no meio da
madrugada (só depois das duas). depois do banho chuá-chuá, lindra morena dos cabelos cacheados vai gozar o sabor com ou sem Lara.
eu queria é mesmo voltar aos tempos em que bolo de cenoura simplesmente aparecia lá em cima do fogão, até a facarma já tava por debaixo do pano de prato que cobria a mesma
receita, nesse caso, com sabour de mimos und polichinelos.
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